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Lusofonia
é o conjunto de identidades culturais existentes em países,
regiões, estados ou cidades falantes da língua portuguesa como
Angola, Brasil, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau, Macau,
Moçambique, Portugal, Goa, Damão e Diu, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe e por
diversas pessoas e comunidades em todo o mundo.
Firmado o espaço continental português com a conquista do Algarve,
os últimos reis da primeira dinastia dedicaram-se ao ordenamento
do território nacional: promoveram o povoamento, a exploração
agrícola, a criação de estruturas de comércio, a criação de
defesas, já não tanto a sul como a leste, etc. Deste modo, a
dinastia de Avis pôde empenhar-se em novo processo de expansão
territorial, que teve início em 1415 com a tomada de Ceuta.
Seguiu-se a gesta dos Descobrimentos, que implicou a descoberta
dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, a exploração de ambas as
costas de África, a chegada à América do Sul (Brasil) e a várias
paragens da Ásia, como Goa, Malaca e Timor.
Ao processo de formação do Império Colonial Português foram
motivos de ordem económica e político-estratégica que presidiram,
aliados a uma certa curiosidade cultural e científica e a um
intento de evangelização. Neste contexto, nem sempre o respeito
pela identidade do indígena prevaleceu, mas deve, em todo o caso,
reconhecer-se a coragem necessária ao enfrentar do desconhecido,
que permitiu aos descobridores, exploradores e colonos a criação
de alianças e fraternidades, transformando e deixando-se
transformar. Do contacto com os povos encontrados resultou um
forte intercâmbio de produtos, costumes, técnicas, conhecimentos
(de medicina, náutica, biologia, etc.), bem como uma
interpenetração mais profunda através da miscigenação.
Este longo processo histórico tem como consequência, na
actualidade, uma identidade cultural partilhada por oito países,
unidos por um passado vivido em comum e por uma língua que,
enriquecida na sua diversidade, se reconhece como una. Estes
países - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique,
Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste -, com os respectivos
núcleos de emigrantes, fazem do idioma português uma das línguas
mais faladas do mundo, constituindo uma comunidade de cerca de
duzentos milhões de pessoas. A Lusofonia pode ser também a
plataforma a partir da qual os povos que hoje falam português se
poderão aproximar e ampliar o âmbito e a acção da CPLP, fundando a
União Lusófona sonhada por Agostinho da Silva e que hoje é um dos
pontos centrais da Declaração de Princípios e Objectivos do MIL:
Movimento Internacional Lusófono.
No passado, salientaram-se grandes vultos do diálogo intercultural
como o Padre António Vieira, da aventura entre povos estranhos
como Fernão Mendes Pinto, da exploração do espaço desconhecido
como Gil Eanes,Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Serpa Pinto.
Hoje em dia, entre os países lusófonos mantêm-se relações
privilegiadas - na cooperação política e económica, na educação e
nas artes - e os grandes criadores da lusofonia não são apenas
personalidades portuguesas mas também (para darmos exemplos da
área das Letras) um Pepetela, um José Craveirinha, um Jorge Amado
ou um Luandino Vieira.
Origem: Wikipédia,
a enciclopédia livre.
Luís Vaz de Camões (1524?-1580)
O poeta mais célebre da literatura portuguesa, Luís de Camões, autor, entre outras obras, do poema épico
"Os Lusíadas" (1572), cujo tema central é a
descoberta do caminho marítimo para a Índia (1497-1499) por
Vasco da Gama.
Camões
pode bem ser considerado um símbolo da diáspora portuguesa.
Desconhecendo-se onde nasceu, granjeador de certa fama como
poeta na corte de D. João III, sabe-se que participou em várias
campanhas militares no Norte de África, no decurso de uma das
quais perdeu um dos olhos.
Embarcou para a Índia e mais tarde, em Macau, foi provedor dos
defuntos e ausentes, onde nasceu o poema épico «Os Lusíadas».
Nesses lugares distantes guerreou, viveu e amou (recorde-se a
lenda dos seus amores com Dinamene) durante cerca de quinze
anos.
No
regresso a Portugal deteve-se ainda em África. Na costa
oriental desse continente, terá vivido por vezes da caridade de
alguns que lhe reconheciam o talento e lhe apreciavam o convívio.
Uma
vez em Lisboa, leu «Os Lusíadas» ao jovem monarca D. Sebastião,
a quem dedicou o poema.
O livro foi publicado em 1572, tendo o poeta sido agraciado com
uma tença real no valor de quinze mil réis anuais.
Luís de Camões terá morrido no dia 10 de Junho de 1580, na
miséria.
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