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Agradecimento

Se é verdade que o nosso  www.gastronomias.com (Roteiro Gastronómico de Portugal)  está cada vez maior, também é verdade que a sua concretização como, talvez o maior site de gastronomia do Mundo Português, se deve á vontade que nos anima, bem como de algumas colaborações, bem vindas, como neste caso...

Neste caso, a colaboração e apoio da *Dra. Ana Mimoso ao disponibilizar a divulgação da sua pesquisa no Gastronomias.com, ajudando assim, a enriquecer os nossos conteúdos.

O nosso Bem Haja.
Roteiro Gastronómico de Portugal
José Manuel Alves


Comer


A cabeça com comer se endireita.
A(o) bom ou mau comer, três vezes beber.
Aquilo que não tens de comer deixa-o a cozer.
Bem está S. Pedro em Roma, se ele tem que coma.
Bem passa de guloso o que come o que não tem.
Bocado engolido, sabor perdido.
Bom é ter pai e mãe, mas comer e beber rapa tudo.
Cada um come do que faz.
Cada um come do que gosta.
Comamos e bebamos e nunca mais ralhamos.
Comamos e bebamos porque amanhã morreremos.
Come como são e bebe como doente.
Come mais os olhos do que a barriga.
Come o que tens e não o que sonhas.
Come para viver, não vivas para comer.
Come pouco e bebe pouco, dormirás como louco.
Comei cá da panela que limpa é ela.
Come e folga... terás boa vida.
Comer e coçar... mal é começar.
Quem não come por ter comido... não é doença de perigo.
Quem não é para comer... não é para trabalhar.
Quem não trabalha não come.
Quem bem come e bebe... bem faz o que deve.
Comer do bom e do barato nem no Crato.
Guarda que comer... não guardes que fazer.
Guardado está o bocado para quem o há-de comer.
O comer e o coçar vai do começar.
Depois de comer cada qual dá o seu parecer.
Depois de comer, cuspir no prato.
É manha de Portugal: comer bem, beber bem e dizer mal.
Em casa de Maria Parda: uns comem tudo e outros nada.
Eu bem te dizia Maria que papas à noite faziam azia.
Farta-te gato que é dia de Entrudo.
Não festa sem comer, não há gaita bem temperada.
Não comas quente, não perderás o dente.
Não há banquete por mais rico, em que alguém não jante mal.
Não há festa sem comer.
Não há guerra de mais aparato que muitas mãos no mesmo prato.
Quem manda o apetite, paga a bolsa.
Quem come, dorme.
Quem muito come, muito caga.
Quem come fel, não pode cuspir mel.
Quem não é para comer, não é para o fazer.
Quem não se farta a comer, não se farta a beber.
Saúde come quem não tem a boca grande.
A caçar e a comer, não te fies no prazer.
À tua mesa e à alheia não te sentarás com a bexiga cheia.
A ceia quer-se sem sol, sem luz e sem moscas.
À hora de comer sempre o diabo traz mais um.
A hora de comer é a da fome.
A hora de comer é a mais pequena.
Bem come o vilão se lhe dão.
Bem mal farás que andes e não comas.
Bocado comido não apanha amigo.
Não se pode fazer a par: comer e assoprar.
Ovelha que berra... «bocada» que perde.
Osso que acabes de comer não o voltes a roer.
Aqui é que é comer, porque me casa (na taberna) é um roubo.
A mulher conhece-se pelo comer, o homem pelo andar (ou pelo beber).
Guarda de comer e não de que fazer.
O abade donde canta daí janta.
O frade não dá o bem que lhe sabe.
Em casa deste home, quem não trabalha não come.
Anda quente, come pouco, bebe assaz e viverás.
Mais vale bom estômago que bom cozinheiro.
As migalhas de frade muitas vezes sabem bem.
O bom guisado abre a vontade de comer.
Ao pé de um bom estômago, coincidiu sempre uma boa alma.
Bem sabe o bom bocado, se não custasse caro.
Come menino, criar-te-ás, come velho, viverás.
Come pouco e bebe pouco: dormirás como louco
Come pouco, mas com frequência.
Come, que a hora de comer é a da fome.
Comer até adoecer, jejuar até sarar.
Comer toda a vianda e temer toda a maleita.
Governa a tua boca, conforme a tua bolsa.
Grande saber é: não escutar e comer
Ovelha que berra, bocado que perde.
A boda e baptizado só vai quem é convidado.
A bom bocado... bom grito ou bom suspiro.

Fome
A barriga não tem ouvidos.
A fome alheia me faz perder a eira.
A fome alheia me faz prover a minha ceia.
A fome boceja a fartura arrota.
Antes fome do que sede.
Antes fome que fastio.
A fome é boa cozinheira.
A fome é o melhor tempero.
A fome é boa mostarda. (Boa mostarda é a fome.)
A fome não tem lei.
Antes podrido... que mal comido.
Asno com fome cardos come.
Fome e esperar fazem rabiar.
De fome não vi morrer, mas sim de muito comer.
Estômago vazio não tem ouvidos.
Amanhã jejua o preto, ainda bem que não é hoje.
A ádem, a mulher e a cabra é má coisa sendo magra.
Bem jejua quem mal come.
As tripas pelejam na barriga.
Cozinha moderada, casa bem governada.
A fome alheia me faz prover minha ceia.
A fome não espera pelo tempo da fartura.
A necessidade não tem lei, mas a fome sobre todas pode.
Boca sem queixas é um moinho sem mó.
Lobo faminto não tem assento.
Não há fome que não dê em fartura.
Pardal que tem fome... vem abaixo e come.

Barriga (Ventre)
Barriga cheia, feijão (goiaba) tem bicho.
Barriga cheia, cara alegre. Barriga vazia não conhece alegria.
Barriga grande não dá entendimento e pode dar sofrimento.
Barriga inchada não é fartura.
Barriga que não leva dois jantares, facada nela.
Barriga vazia não tem alegria.
A barriga não tem ouvidos.
Barriga cheia, cara alegre. Barriga vazia não conhece alegria.
Barriga cheia (quente), pé dormente.
Barriga grande não dá entendimento e pode dar sofrimento.
Barriga inchada não é fartura.
Barriga que não leva dois jantares, facada nela.
Barriga vazia não tem alegria.
Barriga cheia... cara alegre.
Barriga farta... pé dormente.
Não tenhas mais olhos do que barriga.
No tempo quente refresca o ventre.
O ventre em jejum não ouve a nenhum.

Fartura
Comer à tripa forra.
As tripas estejam cheias que elas levam as pernas.
A ventre farto o mel amarga.
A fartura faz bravura
Ama gorda, pouco leite.
Bem se lambe o gato... depois de farto.
Haja fartura, que a fome ninguém atura.
Gente gorda, trabalho magro.
Bem canta Marta depois de farta.
A besta comedeira, pedras na cevadeira.
De fartas ceias, estão as sepulturas cheias.
Melhor é desejo que fastio.
A ventre farto, o mel amarga.
A boca de fraco, esporada de vinho.
A bom bocado, bom grito.
A bom amigo, com o teu pão e o teu vinho.
Gordura é formosura.
Morra Marta, morra farta.
Para forno quente, uma torga somente.
Bem canta o francês, papo molhado.
Bem se lambe o gato, depois de farto.
Biscoito de freira, fanga de trigo.
Ao que demais comer, abre-lhe o garfo a cova.
Bom comer, traz mau comer.
Barriga cheia, feijão (goiaba) tem bicho.

Refeições
Quem bebe antes do almoço, chora antes do sol-posto.
Almoço cedo, cria carne e sebo, e tarde nem sebo nem carne.
Meio-dia, barriga vazia; panela ao lume é o nosso costume.
Meio-dia em ponto quem não jantar fica tonto.
Capa e merenda nunca pesaram.
Merenda comida... companhia desfeita.
A ceia quer-se sem sol, sem luz e sem moscas.
Quem bem ceia, bem dorme.
Bem mal ceia quem come de mão alheia.
Para ir à mesa, mais se quer que ser hora de terça.
Quem se deita sem ceia toda a noite esperneia.
Se mal jantas e pior ceias... minguantes as carnes e crescentes as veias.
Se queres enfermar... ceia e vai-te deitar.
Quem mal quiser cear… à noite o vá buscar.
Negra é a ceia em casa alheia e mais negra para quem a ceia.
A boa ceia a tempo se enxerga.
A boda e a baptizado não vás sem ser convidado.
A quem hás-de dar de cear não te doa dar(-lhe) de merendar.
Antes sem ceia do que sem candeia.
Bem mal ceia quem come por mão alheia.
A boa ceia, ante tempo se enxerga.
Depois de almoçar deitar; depois de cear passos dar.
Ceia feita, companhia desfeita.
Em casa cheia, depressa se faz a ceia.
Faz bem jejuar, depois de jantar.
Jantar tarde e cear cedo, tiram merenda de premeio.
Boda molhada... boda abençoada.
Na morte e na boda verás quem te honra.

Prescrições ou Hábitos Alimentares
Aquilo que sabe bem é pecado ou faz mal.
Porco fresco e vinho novo, cristão morto.
Se queres ver o teu marido morto, dá-lhe sardinhas em Março e couves em Agosto.
Dia de S. Silvestre (31 de Dezembro), não comas bacalhau que é peste.
Água fria e pão quente nunca fizeram bom ventre.
Comidas apimentadas fazem borbulhas às carradas.
Pelo S. Martinho bebe o vinho, deixa a água para o moinho.
Vinho verde em Janeiro é mortalha no telheiro.
Vinho com melancia faz pneumonia.
Vinho turvo, madeira verde e pão quente são três inimigos da gente.
Livra-te da fruta mal sazonada, que é peste disfarçada.
Por cima do leite não há fruta que deleite.
Com caracóis e figos lampos não bebas água.
Não comas figo nem mel onde água não houver.
A laranja (banana) de manhã é ouro, ao meio-dia prata e à noite mata.
Comer laranjas em Janeiro é dar de comer ao coveiro.
Melão pede vinho de tostão; melancia pede água fria.
Nem bebas da lagoa nem comas mais do que uma azeitona.
Uma azeitona ouro, segunda prata, terceira mata.
Cada bocado de doçura há-de custar-te muita amargura.
A pimenta aquenta
As guloseima fazem perder a inteligência.
Depois de comer nem uma carta ler.
Comer verdura e deitar, má ventura.
De ovo assado, meio; cozido, ovo inteiro; frito, ovo e meio.
É mau ter mais olhos que barriga.
Em casa bem regrada: ao meio dia a olha, à noite a salada.
Achaques à sexta-feira para não jejuar.
Depois de lamber, cada um dá o seu parecer.
Depois de eu comer, não faltam colheres.
Do pão do nosso compadre, grande fatia ao afilhado.

Criados
A criada é quem come o olho da panela.
A criado novo pão e ovo; depois de velho pão e Demo.
A teu criado farta-o bem e vê-lo-ás calado.
Comida feita, companhia desfeita.
Comi papas por engordar: saíram-me por eia e por jantar.
Com muitos cozinheiros, queima-se a comida.

PRODUTOS
Sopa
A cada boca uma sopa.
Antes da sopa, molha-se a boca; sopa em meio, copo cheio; sopa acabada, goela lavada.
De sopas e os amores, os primeiros são os melhores.
Caldo de galinha é canja.
A galinha velha faz bom caldo.
Caldo de nabos nem o queira nem o dês a teus criados.
Caldo em quente, injúria em frio.
Caldo requentado faz mal ao doente.
Do caldo requentado nunca bom bocado.
Come caldo e anda quente: viverás longamente.
Caldo que muito ferve, sabor perde.
Caldo sem sal faz de conta que não tem manjar.
Caldo sem pão só no Inferno o dão.
Com unto e pão de milho o caldo faz bom trilho.
Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém
Comida sem caldo, papo seco.
Gabem-se couves que há nabos no caldo.
Sopas engolidas: moelas humedecidas. Sopas papadas, goelas lavadas
Sopas e amores: os primeiros os melhores.
Sopa entornada, boca lavada.
Sopa fervida, alarga a vida.
Sopa sem pão, no inferno dão.
Sopa de ganhão, cada três um pão.
Sopas de pão com vinho, fazem o velho menino.
Come sopa, vive alto, nada quente: viverás longamente.
Comida sem caldo, papo dissecado.
Da mão à boca se perde a sopa.
Em velha gamela também se faz boa sopa.
Muitos cozinheiros... estragam a sopa
Come caldo... vive em alto...anda quente...viverás longamente
Do prato à boca perde-se a sopa.
Por mais santo que seja o dia a panela tem que ferver.

Carne
Acabou a galinha, acabou o resguardo.
À falta de capão... cebola e pão
A galinha da minha vizinha é mais gorda que a minha.
A carne de acém é pouca e sabe bem, mas não para quem filhos tem.
Abre o olho, que assam carne
Boa é a cozinha quando há carne.
Carne, carne cria e peixe, água fria.
Carne de hoje, pão de ontem, vinho de outro verão fazem o homem são.
Carne que baste...vinho que farte... pão que sobre
Dá Deus toucinho a quem não tem espeto (Dá Deus toucinho aos judeus).
Do capão a perna, da galinha a titela (carne do peito).
Da carne faz o guisado, das peles guisa o engano.
Frango na panela de pobre é desgraça certa: doença do pobre, «bouba» do franguinho ou raiva do vizinho.
Frigir a carne de porco com a banha do mesmo porco.
Galinha gorda não precisa de tempero.
Galo bom não é gordo.
Não há galinha gorda por pouco dinheiro.
Galinha «pedrês» não a comas nem a dês
Galinha velha faz bom caldo.
Mais vale um ovo hoje que galinha amanhã.
Mulher que pariu, quer galinha.
Abre o olho que assam carne.
Dia de S. Silvestre, quem tem carne que lhe preste.
Não há amor como o primeiro, nem pão como o alvo, nem carne como o carneiro.
Não há sermão sem Santo António, nem panela sem toucinho.
Todos os dias galinha, enfastia a cozinha.
Galinha e peru, tudo é um com arroz.
À falta de capão, cebola e pão.
Antes coelho magro no mato que gordo no prato.
A perdiz, com o dedo no nariz.
A vaca bem cozida e mal assada.
Capão de oito meses, para a mesa de rei.
Carne do peito é sem proveito.
Carne e peixe na mesma comida, encurtam a vida.
Das aves, boa a perdiz, mas melhor a codorniz.
Fiambre e fiado: sabem bem, mas fazem mal.
Frango em Janeiro, vale um carneiro.
Quem come a carne que roa também os ossos.
Sem sangue não se fazem morcelas.

Ovos
Lá vai o mal, aonde comem o ovo sem sal.
Quem me dá um ovo... não me quer ver morto.
No frigir dos ovos é que se vê a manteiga.
Sem ovos não se fazem omoletas.

Peixe
A mulher e a sardinha querem-se da mais pequenina
A mulher e a sardinha quanto maior mais daninha.
Da mulher e da pescada a mais alentada.
A sardinha de Abril é vê-la e deixá-la ir.
A pescada de Janeiro, vale carneiro.
Da pescada a rabada, fresca que não salgada.
Bacalhau é comer de negro e negro é comer de onça.
Cada um puxa a brasa para a sua sardinha
Para quem é, bacalhau basta.
Peixe não puxa carroça.
Depois de peixe, não é bom o leite.
Mais peixe, menos salsa.
A truta e a mentira, quanto maior melhor.
Goraz de Janeiro, vale carneiro. (Os escalos em Janeiro têm sabor de carneiro. Solha em Janeiro, é melhor do que carneiro.)
Não comas lampreia que tem a boca feia.
Não há comida abaixo da sardinha, nem burro abaixo do jumento.
O peixe deve nadar três vezes: em água, em molho e em vinho.
O robalo quem o quiser há-de escamá-lo.
Peixe e cochino: vida em água, morte em vinho.
Quem caracóis come em Abril, apanha cera e panil (mortalha).
Sardinha de S. João, já pinga no pão.
A cabeça de besugo come-a o sisudo e da boga dá a tua sogra
A sardinha de S. João unta o pão.
Boa é a truta, bom é o salmão, bom é o sável quando da sazão.
Se tens sardinha... não andes à cata de peru.

Pão
À moça a quem bem sabe o pão, perdido é o alho que lhe dão.
À gana de comer (Com fome) não há mau pão.
À mingua de pão, boas são as tortas.
A pão de quinze dias, fome de três semanas.
A pão duro, dente agudo.
A pouco pão, tomar primeiro.
A quem não sobeja pão, não crie cão.
Aquele que não tem pão não sustenta cão.
A quem tem seu pão no forno, podemos dar do nosso.
A quem coze e amassa não furtes fogaça (ou a massa).
Antes um naco de pão com amor do que galinha com dor.
Bem-haja o pão que presta e a moça que o come.
A açorda faz a mulher (velha) gorda. (A açorda faz a velha gorda e a menina formosa)
Andar o pão emprestado, fome põe.
Aonde lhes cabe o pão, não lhes cabe o mais.
Antes quero pão enxuto que tal conduto.
Ano bom de pão e vinho.
Ao bom amigo com teu pão e teu vinho.
As migas são como as formigas.
Bem estou com meu amigo que come seu pão comigo.
Bem-haja o pão que presta (e a moça que o come).
Boas sopas se farão com bom adubo e bom pão.
Bocado de mau pão não o comas nem o dês a teu irmão.
Quem dá o pão dá a educação.
Assim como dá o pão, pode dar o pau.
Azado é o pão para quem o há-de comer
Beleza e formosura nem dão pão nem fartura.
Broa quente... muita na mão e pouca no ventre. (Pão quente: muito na mão e pouco no ventre.)
Cada «bucha» sua pinga.
Casa onde não há pão... todos ralham e ninguém tem razão
Café com pão, bolacha não.
Come pão, bebe água: viverás sem mágoa.
Comida sem pão é comida de lambão.
Coze-se o pão, enquanto o forno está quente.
Lágrimas com pão, ligeiras (passageiras) são.
Mais vale pão duro que figo maduro.
Mais vale pão hoje que galinha amanhã.
Meia vida é a candeia e pão e vinho a outra meia.
Mesa sem pão... é mesa de vilão
Não há mau pão para boa fome.
Pão afatiado não farta rapaz esfaimado.
Pão com bolor e sardinha assada: descansa corpo e trabalha enxada.
Pão de caldo, filhós de manteiga.
Pão durázio, caldo de uvas, salada de carne e… deixar a medicina.
Pão e vinho, levam o homem a caminho.
Pão proibido, abre o apetite.
Quem terá as mãos quedas a pão fresco e beringelas?
Tal é o pão, tal é a sopa.
O pão puxa que não a muita erva.
O pão põe a força que não outra coisa.
A boa fome não há mau pão.
Andar a pão emprestado, fome põe.
Bem sei o que digo, quando pão pido.
Nem pão quente... nem vinho que salte ao dente.
O pão: pela cor e o vinho: pelo sabor.
Pão afatiado não enfarta rapaz esfaimado.
Quando não há pão, come-se broa.
Para boa fome não há mau pão.
Bom é o pão, com dois pedaços.
Dos cheiros o pão, e dos sabores o sal.

Arroz
Arroz bem guisado, mas bem repousado.
Arroz para a música, bacalhau para o pregador.
De papas e arroz o pegado é o melhor.

Legumes
Abóbora é água.
Quem vê o funcho e não o come, é o diabo, não é home.
A missa e o pimento são fraco alimento
Favas as primeiras, cerejas as últimas.
Favas das mais baratas, cerejas das mais caras.
Favas me fartam, favas me matam.
Feijão é esteio da casa.
Em tudo assenta o tomateiro, menos no café e no chocolate.
De couves cruas, mulheres nuas e lautas ceias estão as sepulturas cheias

Vinho
Bebe vinho branco de manhã e à tarde o tinto para teres sangue.
Beber vinho mata a fome.
Bebe vinho, mas não bebas o siso.
Beber sem comer é cegar sem ver.
Bebeu, jogou, furtou: beberá, jogará, furtará.
Afoga-se mais gente em vinho do que em água.
A bebida quer-se comida e a comida bebida.
Antes embebedar que constipar.
De bom vinho, bom vinagre.
Haja saúde e dinheiro para vinho.
O bom vinho faz bom sangue.
Pelo S. Martinho: lume, castanhas e vinho.
Sábados a chover e bêbados a beber, ninguém os pode vencer.
Sancha, Sancha: bebes vinho e dizes que mancha.
O vinho bom põe nódoa, e é o melhor da mesa.
Vinho branco é beber e não ser manco.
Vinho doce, bebe-o como se nada fosse.
Vinho em excesso nem guarda segredo, nem cumpre promessa(s).
Vinho madurão faz o homem brigão.
Vinho, mulheres e tabaco fazem o homem fraco.
Vinho que baste, carne que farte, pão que sobre e seja eu pobre.
Vinho, azeite e amigos... os mais antigos
Bom vinho, má cabeça.
De vinho abastado, de razão minguado.
O vinho faz bem aos homens, quando são as mulheres que o bebem
Quem ceia em vinhas... almoça em fontes

Água
Água ao figo e à pêra vinho.
Água corrente não mata a gente.
Água corrida não faz mal à barriga.
Água danificada, fervida ou coada.
Água detida má para bebida.
Água e pão comida de cão (de corrida se vão).
A água fervida tem mão na vida.
Água e vento são meio sustento
Água que veja o sol: sem cor, sem cheiro e sem sabor.
Água quente, nem a são nem a doente.
Água limpa nunca engordou o porco.
Água sobre mel, sabe mal e não faz bem.
Com pão e água há quem jejua.
A água não empobrece nem envelhece.
Água sobre mel: sabe mal e não faz bem.
Bebedice de água nunca acaba.
Nunca digas: desta água não beberei.
Quando Deus quer, água fria é remédio.
Quem come salgado, bebe dobrado.
Quem vai à fonte e não bebe... não sabe o que perde.

Alho
Alho e pimenta o fastio aumenta.
Alho e vinho puro, levam a porto seguro.
Aonde alhos há, vinho haverá.

Azeite
Azeite de riba, mel de fundo, vinho do meio.
Azeite, dai-mo à ceia e tirai-mo à candeia.
Azeite de oliva todo o mal tira.
Azeite de oliva todo o mal tira.
Azeite, vinho e amigo, o mais antigo.
Não ter azeite na lâmpada (=não ter energia)
A melhor cozinheira é a azeiteira.
Deixa-te de grelos que é roubo de azeite.
A salada bem salgada, pouco vinagre e bem azeitada. (A salada quer-se com vinagre deitado por um sumítico, azeite por um pródigo e mexida por um tolo.)
A salada quer-se temperada por um cego e mexida por um louco.
Molho fervido, azeite perdido.
Gato que nunca comeu azeite, quando o come se lambuza.

Lacticínios
Leite de cabras, queijo de ovelhas e manteiga de vaca.
Leite sem pão até à porta vai.
Queijo com pão faz o homem são
Queijo, pêro e pão, comida de vilão. Queijo, pão e pêro, comida de cavaleiro.
Queijo é bom dado por um avaro.

Fruta
A homem farto as cerejas lhe amargam.
Comer fruta ou jejuar.
Dinheiro e fruta só servem para se comer.
Em Agosto toda a fruta tem seu gosto.
Quem quiser que a fruta mal lhe faça, mistura-lhe massa.
Se queres ser são, come fruta com pão.
Frutos e amores os primeiros são os melhores.
Ameixoas e ameixoeiras Deus as tire das nossas leiras.
Dá Deus nozes a quem não tem dentes. (Deus dá nozes a quem não tem dentes para as roer.)
Com bananas e bolos se enganam os tolos.
Banana com queijo sabe a beijo.
Homem farto as cerejas lhe amargam.
Cerejas e más fadas, cuidas tomar poucas e vêm dobradas.
Chamar-lhe um figo.
As cerejas são alegres à vista e tristes no coração.
Água ao figo e à pêra vinho. (Sobre figo água, sobre peras e melão vinho.
Com peras vinho bebas, e que seja tanto que elas andem de canto em canto ou …e tanto que nadem elas)
Da noz o figo é bom amigo.
Quando há figos não há amigos.
Enquanto há figos há amigos.
Mais vale pão duro que figo maduro.
No tempo do figo está sempre a mesa de Deus posta.
O figo para ser bom deve ter pescoço de enforcado, roupa de pobre e olho de viúva.
Uvas, figo e melão é sustento de nutrição.
Uvas, pão e queijo, sabem a beijo.
Uvas verdes, nem os cães las comem.
Olhar para a uva, não mata a sede.
A mulher e o melão, o calado é o melhor.
Melão é pão.
Melão e queijo tomá-los a peso.
À laranja e ao fidalgo, o que quiser; ao limão e ao vilão, o que tiver.
Mais vale laranja em Janeiro, que maçã de madureiro.
Laranja antes de Natal livra de catarral.
O vinagre e o limão são meio cirurgião.
Das cores a grã, da fruta a maçã.
Nozes e trigo merenda de amigo.
Da noz o figo... é bom amigo.
São mais as vozes... que as nozes
Azeitona com pão alvo é comida de fidalgo.
Entre a pêra e o queijo (=no final da refeição).
Ora pela pêra ou pela maçã, minha filha nunca anda sã.
Das cores a grã e da fruta a maçã.
De laranja, o que quiseres; da lima, o que puderes e de limão, o que tiveres.
Uns comem os figos... a outros rebenta-lhes a boca.
A fruta proibida é a mais apetecida.
O melão e a mulher conhecem-se pelo rabo.

Café
Café de cima, vinho do meio e chá do fundo.
Café do primeiro e chá do derradeiro.
Café marca três efes: fraco, frio e fedido.
Café requentado e ar reconciliado que lhe pegue o Diabo.
Café sem bucha, meu bem, não puxa.

Doce
A ventre farto o mel amarga.
Com açúcar e com mel até as pedras sabem bem.
Quem lida com mel sempre lambe os dedos.
Coisa doce é arroz doce.
Mastigar marmelada para os tísicos.
Mel novo, vinho velho.
Mel, se o achares, come o que baste.
Se queres o velho menino, em cima do doce, dá-lhe vinho.
Venha o pastel para o meio.
Sopa de mel não se fez para a boca do asno.
Com papas e bolos se enganam os tolos.
Com açúcar e com mel, até as pedras sabem bem.
O doce nunca amargou.
Da má massa, um bolo basta.
A gosto danado o doce é amargo.
À míngua de pão... boas são as tortas.
Biscoito de freira...fanga de trigo.
Mel, se o achaste, come o que baste.
Não alimentes burros a pão-de-ló.
(Tudo) o que é doce nunca amargou.
Nem sempre o forno faz rosquilhas.
Papagaio teme maleitas, porque não lhe dão amêndoas confeitas.
Quem nunca comeu melado, quando come... se lambuza.


Recolha de: Anabela Mimoso - 2006


*ANABELA MIMOSO

Mesária da Confraria Queirosiana

Licenciada em História, Mestre em Cultura Portuguesa, doutora em Cultura Portuguesa, pela FLUP.

Faz parte dos corpos directivos da Associação de Escritores de Gaia e da Associação Amigos do Solar dos Condes de Resende/Confraria Queirosiana; é mesária da Confraria Queirosiana; faz parte do conselho editorial da “Revista de Portugal”, e é membro associado do Gabinete de História, Arqueologia e Património, presidente do Clube Literário Queirosiano (O Cenáculo).

Como escritora de literatura infanto-juvenil (História de um Rio Contada por um Castanheiro; O Manuscrito da Grad' Ouro (co-autora), Era um Azul tão Verde; O Tesouro da Moura; Dona Bruxa Gorducha - distinguido em 1996 pela Revista Whiteravens – “O Arrumador”- em Contos da Cidade das Pontes, O Último Período, Um Sonho À Procura De Uma Bailarina; Parabéns, Caloira!; Quando nos Matam os Sonhos; Como um Pé-de-Vento (co-autora), Xunta da Galiza; O Tesouro do castelo do Rei), participou no projecto “Malas Viajeiras” - 2004 - e “Estafeta do Conto” – 2005 – actividades da Junta da Galiza e a Delegação Norte do Ministério da Cultura.

Tem feito comunicações em vários encontros de professores, escritores e bibliotecários, participado em Feiras do Livro e feito animação de bibliotecas públicas (em Portugal e Galiza) e escolares em encontros com os alunos em escolas portuguesas e galegas

 

 


 

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