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Vermutes

Vermutes - Bar e Bebidas - Roteiro Gastronómico de Portugal

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Vermutes

Diz-nos

a história que o Vermute era já tomado no século V a.C., como

remédio para estimular o apetite e alegrar o espírito. Davam-lhe

então o nome de «vinun de Hippocratium», grande médico da antiga

Grécia.

Os romanos, no século I, beberam-no misturado com mel, plantas

aromáticas, medicinais e algumas maceradas com vinho puro.

No século XVI, um escritor piemontês, na sua obra «Os Segredos

do Senhor Alísio», diz que a palavra Vermute remonta ao tempo

dos cervejeiros da Bavíera.

O livro de cozinha mais velho do mundo, intitulado «Appicius»,

já fazia referência ao vinho Vermute.

Origem

verdadeiro Vermute apareceu no século XVII, na região do Piemonte,

o seu sucesso foi motivado pelo adicionamento de plantas dos

Alpes Piemonteses.

A origem da palavra Vermute vem da palavra «Wordwood» que significa

absinto em português.

Esta palavra foi usada pela primeira vez para comercialização

pela firma italiana Carpano no ano de 1786.

Definições

técnicas

Vermute é um aperitivo único que tem como o vinho, substâncias

amargas, absinto romano, cálamos, flor elder, angélica, lírio

florentino, genciana, canela, cravo-da-índia, noz-moscada, cardamomo,

álcool (para regular a graduação alcoólica), açúcar (caramelo)

para dar cor, concentrado de uvas ou açúcar para adocicar.

A percentagem do vinho no seu fabrico é de 70% a 80%.

Processo

de fabrico

Vermute pode ser preparado por dois processos:

a) Infusão

b) Adição de extractos.

O processo de infusão consiste em suspender dentro do vinho

um saco com plantas e todas as substâncias aromáticas e amargas

que lhe dão gosto.

Na adição de extractos prepara-se um extracto das substâncias

amargas e aromáticas com álcool que se aguarda a envelhecer

em casco e ao qual se vai juntando o vinho.

O Vermute é pasteurizado a 70% ou 75%, para eliminação dos gérmenes

patogénicos, para abreviar o envelhecimento, impedir novas fermentações,

evitar «casse oxidásica» e favorecer a fusão dos gostos e aromas

com o vinho.

Em seguida é filtrado e exposto a uma temperatura de 6º a 7º

negativos, o que abrevia o envelhecimento devido a insolubilizarem-se

várias substâncias que levariam muito mais tempo a realizar

a mesma transformação à temperatura ambiente.

Terminadas estas operações, o vinho passa para os cascos de

envelhecimento onde fica a apurar o aroma e sabor tão seus característicos.

A graduação alcoólica do Vermute varia entre os 16º e os 20º.

O Vermute actualmente fabrica-se em quase todos os países vinícolas,

no entanto os Vermutes de maior fama são os italianos e os franceses.

Em Itália o fabrico do Vermute está regulamentado por lei datada

do ano de 1933.

As marcas de Vermute mais conhecidas no mercado são as seguintes:

MARTINI CINZANO

GANCIA CARPANO

NOILLY PRAT RICADONNA

CORA MIRAFIORE

CHAMBERY CHASTENET

STOCK

apresenta-se nos seguintes tipos:

a) Clássico - tinto doce

b) Corrente - tinto doce

c) Bianco - branco doce

d) Punt mes - tinto amargo

e) Dry - branco seco

f) Rosé - rosado doce.

O Vermute serve-se simples, de preferência sempre fresco ou

com gelo e uma casquinha de limão.

Pode servir-se também com soda, tónica e em inúmeras composições,

tais como: Dry Martini, Rob Roy, Manhatan, Caruso, Bronx.

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