🍺
Bar & Bebidas · Gastronomias

Vinho do Porto

Vinho do Porto - Bar e Bebidas - Roteiro Gastronómico de Portugal

marginheight="0" text="#000000" link="#000000" vlink="#000099" alink="#FF0000">

Home

Receitas

Doces

Receitas

Regiões

Internacionais

Lusofonia

Restaurantes

Transporte Vinho

do Porto

Douro - 1910

Vinhos

Região

do Douro/Vinho do Porto

Historial

Remonta

de tempos imemoriáveis a origem do vinho do Porto.

Diz-se que já no tempo dos romanos se fazia vinho no Douro e

que centuriões e legionários mitigavam com ele as saudades da

pátria Roma.

No entanto foi no ano de 1659, durante o protectorado de Oliver

Cromwel, que foi nomeado o primeiro cônsul britânico para a

cidade do Porto, que foi incrementada a produção deste vinho.

No ano de 1678, um comerciante de vinhos inglês mandou os seus

dois filhos para Portugal aprender sobre vinhos e foi numa viagem

de recreio que estes dois rapazes vieram ter à cidade do Porto.

Conta a História que se instalaram num mosteiro da região do

Douro, onde provaram um vinho que desconheciam por completo

e com o qual ficaram tão encantados que depois de lhe juntarem

um pouco de aguardente portuguesa, fortificando-o assim para

que aguentassem a longa viagem marítima, carregaram todo o vinho

que conseguiram obter, com destino à Inglaterra. Esta pode ser

considerada a origem do vinho do Porto.

Em Dezembro de 1703 foi assinado com a Inglaterra um tratado

comercial, conhecido pelo tratado de Methuwen, o qual admitia

a entrada de vinho português nas ilhas britânicas, com impostos

preferenciais em relação aos que sobrecarregavam os vinhos franceses

e alemães, tornando-se assim o vinho do Porto uma bebida muito

popular.

Este tratado foi o primeiro marco na história do vinho do Porto.

A lei portuguesa estabeleceu uma área limitada junto à margem

do curso superior do rio Douro, conhecida como «região do Douro»,

a única parte do mundo onde o vinho do Porto pode e deve ser

feito.

No ano de 1914, Portugal assinou um outro tratado com o governo

britânico, onde se reconheceu a palavra «Port». Nesse tratado

havia uma cláusula importante que exigia que o vinho do Porto

viesse única e simplesmente do distrito do Douro.

Nos anos de 1932 e 1933 o governo português deu um grande passo

para organizar o controle desta indústria e foram criados três

organismos oficiais.

O primeiro chama-se «Casa do Douro» ou Federação dos Lavradores

e ocupa-se dos aspectos agrícola e de produção.

O segundo é o «Grémio dos Exportadores de Vinho do Porto», que

se ocupa da exportação deste vinho.

Todos os exportadores têm que ser membros deste grémio para

poderem obter o certificado de exportação.

O terceiro organismo chama-se «Instituto do Vinho do Porto».

Este organismo ficaliza os outros dois e ao mesmo tempo trata

de assuntos de publicidade e fraude.

É a única entidade que emite os certificados de garantia.

Produção

Em 1926 foi criado o entreposto de Gaia, situado em Vila Nova

de Gaia, parte Sul do rio Douro em frente ao Porto.

Lá se encontram os armazéns dos exportadores.

Actualmente o vinho do Porto é transportado do distrito do Douro

para Gaia através do caminho-de-ferro, embora ainda se utilizem

os típicos barcos rabelos (apenas para transportar pequenas

quantidades de vinho).

As quintas pertencem, na maioria dos casos, aos lavradores que

fazem o vinho para os exportadores ou vendem o «mosto» (o sumo

fermentado sem a adição de aguardente) aos exportadores.

Neste caso são os próprios exportadores que fazem o vinho.

As vinhas são podadas entre Novembro e Fevereiro e os enxertos

fazem-se entre Janeiro e Março.

As uvas produzidas nas vinhas da região do Douro são mais pequenas

do que eram há uns anos atrás.

Em 1879, a temível filoxera desceu a Europa e atacou as velhas

vinhas do Douro, que não resistiram.

Para proteger as vinhas deste mal, plantaram-se vinhas de tipo

americano, porque se descobriu que a raiz podia suportar o ataque.

Enxertou-se a vinha americana com a vinha nacional.

Esta medida salvou os vinhedos do Douro e foi adaptada em quase

todas as regiões do mundo produtoras de vinho.

Dizem-nos alguns documentos que esta é a razão da diminuição

das uvas.

A qualidade do vinho do Douro está na razão inversa da quantidade

produzida.

Mil pés de vinha podem dar de meia pipa a seis pipas.

Os melhores locais raramente produzem mais de duas pipas por

cada mil pés.

A pipa é a medida padrão em que se envelhece e exporta o vinho

do Porto.

A capacidade da pipa é de 534 litros.

Definição

O vinho do Porto é um vinho generoso produzido exclusivamente

na região demarcada do Douro, envelhecido no entreposto de Gaia

e exportado da cidade do Porto, que lhe dá o nome. É obtido

a partir de uvas tintas ou brancas, cuja fermentação é interrompida

com a adição de aguardente vínica, sendo depois transportado

para armazéns de Gaia, onde fica a envelhecer.

O vinho do Porto pode ter uma graduação alcoólica entre os 18º

e os 22º. Este vinho deve as suas inconfundíveis características

(sabor, aroma e corpo) às peculiares condições agro-climatéricas

da região demarcada do Douro.

Envelhecimento

O vinho do Porto é envelhecido pelos seguintes processos:

- casco

- garrafa

- casco e garrafa.

No tempo de envelhecimento o vinho do Porto tinto adquire vários

tons de cor:

vinho do Porto branco com o envelhecimento adquire os seguintes

tons de cor:

Tipos

de Vinho do Porto

Foi

deliberado pelo Conselho Geral do Instituto do Vinho do Porto,

em 27 de Novembro de 1973, regulamentar as seguintes categorias

do vinho do Porto:

VINHO

DO PORTO VINTAGE

Trata-se

de um vinho do Porto de uma só colheita, produzido em ano de

boa qualidade, com características organolépticas excepcionais,

retinto e encorpado, de aroma e paladar muito finos, reconhecido

pelo I.V.P. com direito ao uso da designação «vintage» e data

correspondente, nos termos da respectiva regulamentação.

Regulamentação

engarrafado entre o dia 1 de Julho do segundo ano e o dia 30

de Junho do terceiro ano a contar do ano da respectiva colheita,

utilizando de preferência a clássica garrafa de vidro escuro.

Só há vintages tintos.

A comercialização é feita exclusivamente em garrafa, com selo

de garantia e com aprovação prévia nos termos do regulamento

do selo de garantia.

Para obter a designação de «vintage» deve ser entregue no I.V.P.,

entre o dia 1 de Janeiro e o dia 30 de Setembro do segundo ano

a contar do ano da colheita, uma garrafa do vinho para apreciação.

Ao I.V.P. deverá ser comunicado a data do termo do engarrafamento

e remetidas duas garrafas do mesmo vinho.

O rótulo pricipal deve indicar claramente a marca, o ano da

colheita e a designação «vintage», independentemente de quaisquer

outras indicações complementares que merecem aprovação.

Pequena

história

Consta

que foi por volta de 1770 que surgiram as primeiras garrafas

cilíndricas.

Graças a este evento nasceu a quinta essência dos Portos, o

«Vintage». Com estas garrafas, ao contrário das largas e de

gargalo alto que se usavam no princípio do século XVIII, tornou-se

possível o armazenamento na posição horizontal, ficando o vinho

em contacto com a rolha, o que era necessário para que se desse

o envelhecimento/amadurecimento.

Nos últimos anos ao «Vintage» clássico veio juntar-se um outro

tipo e estilo de vinho do Porto Vintage; são os «Single Quinta

Vintage Ports» (assim denominados pelos ingleses), que excluindo

qualquer compra de vinhos a terceiros são produzidos a partir

de uvas de produção própria (lavradores ou casas agrícolas)

que lhes conferem um carácter bem distinto e específico.

Fabrico/Fermentação

Julgo

ser de interesse informar que quando a fermentação chega ao

ponto desejado, normalmente atinge 7,5 baumé de densidade, procede-se

à incubação, altura em que se faz a adição de aguardente vínica

(100 a 110 litros de aguardente por cada 430 a 440 litros de

mosto, que por lei deve ter entre 76º a 78º).

Procedendo-se desta forma obtém-se um vinho com 3º baumé x 19º.

Terminada a encuba, deixa-se repousar o vinho até Dezembro ou

Janeiro procedendo-se nessa altura à passagem a limpo.

As transfegas, no caso «vintage», são menos numerosas para evitar

o arejamento excessivo.

Os anos considerados de boa colheita para produção do Porto

Vintage são os seguintes: 1946, 1947, 1948, 1950, 1955, 1958,

1960, 1963, 1966, 1967, 1970, 1975, 1977, 1980. 1981 e 1985

(não foram considerados bons anos vintage por todas as firmas),

1989 e 1991.

LATE BOTTLED VINTAGE OU L.B.V.

o vinho do Porto de uma só colheita, produzido num ano de boa

qualidade.

Possui boas características organolépticas, é um vinho tinto

e encorpado, de aroma e paladar finos, reconhecido pelo I.V.P.

com direito ao uso da designação «Late Bottled Vintage» ou «L.B.V.».

Engarrafado entre o quarto e o sexto ano a contar do ano da

respectiva colheita.

No rótulo deve indicar o ano da colheita e o ano do engarrafamento.

VINHO

DO PORTO COM DATA DE COLHEITA

um vinho do Porto de uma só colheita, de boa qualidade, reconhecido

pelo I.V.P. com direito ao uso da indicação da data correspondente.

A sua comercialização só pode ser feita em garrafa e depois

de o vinho ter sete anos de idade.

O rótulo deve conter, obrigatoriamente, a indicação da data

da colheita, a data do engarrafamento (que terá lugar, normalmente,

na altura da comercialização) e a indicação de ter sido envelhecido

em casco.

VINHO

DO PORTO COM INDICAÇÃO DA IDADE

um vinho do Porto de muita boa qualidade, reconhecido pelo I.V.P.

As indicações de idade permitidas são: 10 anos, 20 anos, 30

anos ou mais de 40 anos.

O rótulo deve conter a indicação da idade, a indicação de ter

sido envelhecido em casco e o ano do engarrafamento.

LÁGRIMA

DE CRISTO

Existe

ainda este tipo de vinho do Porto que quanto a nós é extra doce:

o Lágrima ou Lácrima de Cristo. Este vinho é obtido da seguinte

forma: nos lagares as uvas vão-se acumulando um pouco e o seu

próprio peso começa a esmagar os cachos do fundo.

O primeiro sumo é retirado separadamente para evitar que comece

a fermentação antes que estejam todas as uvas no lagar. A este

sumo dá-se o nome de «Lágrima».

Quanto à doçura do vinho do Porto classifica-se do seguinte

modo:

Forma

de Beber:

vinho do Porto pode beber-se a diversas horas do dia. É bebido

muitas vezes como aperitivo, digestivo ou para acompanhar sobremesas.

É a única bebida com a qual se pode fazer o «Loyal Toast», brinde

à Rainha de Inglaterra.

Os vinhos brancos secos devem beber-se frescos e os restantes

à temperatura ambiente.

Voltar

aos Vinhos Generosos

Voltar ao indice |