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Livro de Honra
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Neste Roteiro Gastronómico de Portugal revelam-se
sabedorias seculares, usos, costumes e, sobretudo, imaginação que, as mais das vezes, nos fazem sentir o pulsar de uma vida,
de uma família, de uma região, de um país...
Entendemos também que ao divulgarmos as nossas tradições é uma forma de combate em prol da revitalização do nosso património
gastronómico.
A melhor maneira de o preservar é, sem dúvida, a cozinha familiar, em que se renovam as preciosas receitas ancestrais.
Ao longo do litoral a caldeirada portuguesa, tão diferente conforme a região, para não falar das tripas do Porto, prato de
reis em edição do povo, nas tabernas; das iscas lisboetas, na perdiz à moda de Mirandela, nas sopas de tomate, ovos e
queijo, ou nas migas com paio, do Alentejo, sem esquecer as sardinhas ou o cozido de grão do Algarve.
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Clique no Mapa ou no índice das Regiões
para ver as receitas...
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| Gastronomia - Cozinha Tradicional |
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A propósito de cozinha tradicional, Fialho
d’Almeida, num famoso texto do 3º volume de “Os Gatos”,
pronuncia-se sobre o que é o prato nacional:
“Uma composição culinária, característica, inconfundível.
Transmite-se por tradição: os estrangeiros não sabem
confeccioná-lo, mesmo naturalizados: tendo chegado até nós
por processos lentos, e contraprovas de biliões de
experimentadores, sucessivamente interessados em o fixar
de forma irrepreensível, resulta ser ele sempre uma coisa
eminentemente sápida e sadia. Isto o distingue dos pratos
“compostos”, quero dizer daquelas mixórdias de comestíveis
e temperos, doseados a poder de balança, exclusivamente
científicas, nada intuitivas e meramente inventadas.
O prato nacional é como o romanceiro nacional, um produto
do génio colectivo: ninguém o inventou e inventaram-no
todos: vem-se ao mundo ido por ele, e quando se deixa a
pátria, antes de pai e mãe, é a primeira coisa que se
lembra.
Em Portugal não há província, distrito, terra, que não
registe entre os monumentos locais, a especialidade de um
petisco raro, sábio, fino, verdadeira sinfonia de sabores
sempre sublime.
In "À Mesa com Fialho de Almeida" |
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Agradecimentos
Se é verdade que neste
Roteiro Gastronómico se revelam sabedorias seculares,
usos, costumes e, sobretudo, imaginação que, as mais
das vezes, |
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nos fazem sentir o pulsar de
uma vida, de uma família, de uma região, de um país...
Também é verdade
que a sua concretização como Roteiro Regional se deve á vontade que
nos anima, estimulados por muitos dos nossos visitantes, sempre
dispostos a uma palavra de apoio, de incentivo ou mesmo uma
colaboração bem vinda...
E ainda, ao apoio e colaboração da
Editorial
Verbo,
que desde o primeiro momento se disponibilizou para nos apoiar e
cujas edições culinárias a todos recomendamos, pela sua qualidade,
bem como do músico
Fernando Brito Vintém,
com a sua excepcional produção de midis de música portuguesa, o seu
empenho na divulgação universal dessa mesma música e o carinho
especial que desde a primeira hora nutriu pelo nosso Roteiro
Gastronómico e que tanto tem ajudado a enriquecer os seus conteúdos.
Queremos ainda manifestar o nosso apreço às,
Região do Turismo do
Alto Minho
e Região do
Turismo do Algarve
e ás Câmaras Municipais de,
Vila Velha de
Rodão,
Figueira
da Foz,
Sernancelhe,
Condeixa,
Porto,
Covilhã,
Portimão e
Santarém,
que, no meio das suas múltiplas tarefas e preocupações com o bem
estar das populações, quiseram responder ao nosso apelo e
pesquisa, contribuindo com o levantamento gastronómico dos seus
concelhos.
A todos, o
nosso Bem Hajam. |
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