Com
efeito, admite-se que tenha sido inventado antes da manteiga. Os
Assírios, os Caldeus e os Egípcios e, posteriormente, os Grecos
e os Romanos apreciavam o queijo, do qual fabricavam inúmeras variedades
e cujas virtudes conheciam, pois utilizavam-no na alimentação dos
soldados e atletas.
Em
Planto, no comediógrafo Romano, pode ler-se a categoria que atingia
o queijo (caseus) na antiga Roma.
Em
Roma nasceu o comércio do queijo, Llegaban a capital de todas as
províncias italianas, mas também outras mais distantes como Nimes,
Saboya e regiões actualmente da Suíça, importava-se o "caseus
alpino" para Roma.
A
elaboração deste alimento tão apreciado por nós baseia-se em três
descobertas fundamentais, que permaneceram para sempre.
A
primeira é a obtenção do leite, há mais de 10.000 anos. Este é utilizado
pelo homem como componente da sua alimentação, desde que surgiu
a ideia de ordenhar os animais para beber o seu leite.
Não
lhes passava despercebida a influência da temperatura. Nas caves,
devido ao fogo e ao calor, o leite coalhava rapidamente. Foi assim
que nasceu a segunda descoberta, o conhecimento técnico de queijaria,
que rapidamente conduziu a outro: quando o leite coalhava e solidificava,
escorria um líquido e a coalhada ficava mais consistente.
Mais tarde acelerou-se este processo, colocando o leite coalhado
numa cesta de vime ou outro recipiente provido de furos, para deixar
correr o "soro".
Deste modo se produz uma pasta branca e consistente (o requeijão,
que ainda hoje é produzido pelo mesmo processo).
A
terceira descoberta em matéria de queijos é o coalho, enzima digestiva
que se extrai do estômago dos cabritos.
Do
longo caminho do queijo e da queijaria através dos tempos, desde
a Antiguidade, passando pela Idade Média, até aos nossos dias, havia
muitas coisas interessantes para contar
Foram
numeradas cerca de 400 espécies de queijo em todo o Mundo e através
dos séculos: cada variedade adquiriu, a pouco e pouco, reputação
própria e completam agradavelmente qualquer refeição.
A
autenticidade dos queijos reveste-se de grande importância, pois
em muitos países existe um regulamento sobre o seu fabrico e os
seus certificados de origem, caso de Portugal.
No
fim da refeição, e antes dos doces ou frutos, deve servir-se um
prato de queijo, composto de queijos variados, escolhidos conforme
a época e acompanhados de nozinhas de manteiga, cominho, um moinho
de pimenta e pratos com fatias de pão escuro, pão branco e de centeio.
Os
queijos deverão ser apresentados sem invólucro ou qualquer embalagem
e sobre uma camada de folhas de vinha.