- 1
Primeiro: Ser mesmo caseiro de ovos de boa galinha poedeira galados por galos e deitados a chocar em Lua Nova, sem outro epíteto que não seja do quinteiro alimentado a couves e milho amarelo.
- 2
Segundo: não abusar dos temperos (esses guardem-nos para os ditos dos aviários e muitos são pouco).
- 3
Depois de cortado a gosto dá-se-lhe um banho simples com vinagre, vinho verde branco e sal. Nada de vinha de alhos.
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Terceiro: um bom esturgido bem puxado de azeite e banha (nada de óleos), com colorau, pimenta branca e muita salsa picadinha.
- 5
Os galarós vai a estufar sem se deixar apurar demasiado. Quarta nota: o arroz gomadinho.
- 6
O excesso de gordura em que foi refogado o dito tira-se da panela. O fundo é que fica para a calda.
- 7
Leva chouriça e bocadinhos de presunto da casa. Antes de abrir o greiro deita-se o sangue.
- 8
Junta-se o franganote (sem gordura), a tempo da fervedura final.
- 9
Último conselho: medir bem as quantidades de sangue e de calda (para não ficar aguado)rectificar temperos, dar tempo suficiente antes da fervura para que as carnes se impregnem dos elementos componentes.
- 10
Serve-se a fugir.