Dissolve-se o fermento num pouco de água tépida (1 chávena) Peneira-se a farinha com sal para um alguidar e faz-se uma cova no meio onde se deita o fermento. Mexendo em círculo, mistura-se o fermento com alguma farinha. Começam então a juntar-se os ovos, amassando.
Ao décimo ovo, junta-se o azeite morno e a aguardente. Os restantes ovos só se adicionam se a massa os absorver. Considera-se que a massa está bem amassada quando se desprender do alguidar, não se agarrar às mãos e apresentar pequenas bolhas.
Não deve ficar dura. Polvilha-se com um pouco de farinha, protege-se com um pano e põe-se a levedar em local temperado. Quando a massa tiver dobrado de volume, divide-se em porções.
Estas quantidades dão geralmente dois bolos, que podem ser moldados em dois formatos: passam-se as mãos por azeite, moldam-se em bola e colocam-se em tabuleiros ligeiramente untados. Depois, sempre com as mãos untadas, com os dedos puxa-se a massa no cimo da bola de massa. Esta é a maneira de tender em Fornos de Algodres.
O outro modo consiste em achatar a bola de massa dando-lhe uma forma oval, dobrando-a ao meio, sem unir as beiras, deixando uma margem. Fica assim em forma de meia-lua. Nota: A massa deve ficar bem amarela, efeito conseguido pela grande quantidade de ovos usada.
A imprecisão da quantidade deve-se ao facto de no passado apenas serem usados ovos caseiros, de calibragem irregular. Nós usamos ovos médios que têm entre 63 e 73 g. Há ainda a considerar o poder de absorção de líquidos pela farinha.
Esta bola, obrigatória na Beira Alta durante a época da Páscoa, é deliciosa a acompanhar queijo da Serra. Este, aqui, é servido em travessa oval. Corta-se uma das pontas e deixa-se escorrer naturalmente comendo-se primeiro o queijo que escorre.
O restante (que não escorre) é cortado em fatias. Cortado assim aproveita-se todo.