De véspera, põe-se a alcatira de molho em água fria. No dia seguinte, escorre-se, rejeita-se a água e à bola resultante juntam-se o açúcar, a amêndoa bem seca e ralada (ver Queijinhos de Amêndoa) e um pouco de clara. Bate-se tudo à mão e, de preferência, ao sol.
A clara é apenas a necessária para se obter uma massa moldável. Polvilha-se com amido de milho (maisena) e descansa pelo menos 30 minutos. Toma-se um bocadinho de massa, estende-se na mão moldando-a em bola com a ajuda de amido.
Com o dedo indicador abre-se um buraco na bolinha e introduz-se aí um pouco de doce de ovos ou de massa de amêndoa. Fecha-se a bolinha puxando a alcorça sobre o buraco. Passam-se as bolinhas por amido e colocam-se nas formas apertando-as.
Secam-se ao sol. Os simples fazem-se do mesmo modo. As formas para os caroços de alcorça, que são raras, são feitas de madeira, chumbo ou cobre.
Com estas formas e segundo os motivos nelas escavados podem fazer-se além dos caroços de pêssego, conchas, corações e pombinhas, sendo os olhos imitados com grageia prateada. Depois de bem secos, os caroços são embrulhados em papel de seda de cores suaves, preciosamente recortados.