Batem-se as gemas e as claras com o açúcar, até obter um preparado espesso e quase branco. Junta-se a farinha que foi peneirada várias vezes e bate-se apenas o nacessário para ficar bem misturada. Deita-se a massa em formas quadradas de lata, forradas com papel costaneira (grosso).
Leva-se o pão-de-ló a cozer em forno quente (220º C). A meio da cozedura, reduz-se o calor e deixa-se cozer o pão-de-ló. Este estará cozido quando, espetando-o um palito, este sair seco.
Deixa-se arrefecer um pouco, desenforma-se e retira-se o papel dos lados. Com os 200 grs de açúcar e um copo de água faz-se uma calda muito forte (112ºC). Deixa-se amornar e espalha-se, depois, sobre a superfície e os lados do pão-de-ló, com uma espátula ou colher de pau, em movimentos vaivém, até a calda se tornar opaca.
Conserva-se em local seco e de preferência em recipiente fechado mas forrado com um papel absorvente (vegetal não serve).
Nota: Esta receita de pão-de-ló é a que mais se aproxima do que é comercializado com o nome de Pão-de-Ló de Vizela. Como se pode ver, trata-se daquilo a que no Minho se chama «pão-de-ló minhoto» ou «cavaca alta». Entre os pães-de-ló tradicionais, é o único que leva cobertura.
* O Povo chamava-lhe Bolinhol e há quem diga que é uma criação das Carmelitas do Convento de Guimarães, famoso pelo o Pão-de-Ló que ali era confeccionado pelo menos desde o século XVIII. Hoje, recebe o nome de Pão-de-Ló coberto e deve a sua receita e forma peculiar (rectangular, a lembrar a forma de um barco) A Joaquina Ferreira da Silva. As suas particularidades em relação aos Pães-de-Ló que se fazem no Minho são a Humidade e a cobertura de açúcar, segredos que Joaquina Ferreira da Silva confiou a sua filha, Albina, que por sua vez os passou aos descendentes, deixando assim em boas mãos a receita que nos permite comer em Vizela o verdadeiro e delicioso Pão-de-Ló obrigatoriamente coberto com os nomes de Delícia e Kibom, grande representante da Pastelaria Portuguesa, reconhecido a nível Internacional com diversos prémios.