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Excesso ou falta de Vitamina D
 

Muitas vezes não pensamos convenientemente na importância das vitaminas no nosso organismo, motivo pelo qual faz sentido avaliar o papel da Vitamina D, talvez uma das mais “esquecidas”.

A Vitamina D ou calciferol é responsável pela absorção de cálcio (após a exposição à luz solar), essencial para o desenvolvimento normal dos ossos e dentes, sendo que também actua no coração, no cérebro e na secreção de insulina pelo pâncreas.

Trata-se de uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol como precursor metabólico através da luz solar e de fontes dietéticas. De um modo geral, a vitamina D actua como um hormónio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado.

A vitamina D também é responsável pela regulação do metabolismo ósseo e pela deposição de cálcio nos ossos.

Descrição:

A Vitamina D foi descrita pela primeira vez por Casimir Funk em 1912 sendo que, a aprtir daí passou a suscitar interesse pela comunidade científica.

Após muitos estudos, verificou-se que, a Vitamina D representa um papel de extrema importância relativamente a grávidas, crianças e mães na fase da amamentação, uma vez que favorece o crescimento e permite a fixação de cálcio nos ossos e dentes.

Além da importância na manutenção dos níveis do cálcio no sangue e na saúde dos ossos, a vitamina D tem um papel essencial na maioria das funções metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas.

A deficiência da vitamina D pode precipitar e aumentar a osteoporose em adultos e causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças.

Fontes de Vitamina D:

A exposição ao sol desencadeia a produção de vitamina D na pele, motivo pelo qual se privilegia esta fonte de recepção da vitamina, já que é uma forma rápida, económica, natural e a mais eficaz.

Ao mesmo tempo, também alguns alimentos representam uma fonte desta vitamina, como sendo, óleo de fígado de bacalhau que, no passado foi utilizado como suplemento alimentar para evitar o raquitismo, sendo hoje em dia facilmente substituível por medicamentos contendo vitamina D.

Na alimentação, não há muitos produtos ricos em Vitamina D, no entanto, esta pode ser absorvida através da gema de ovo, fígado, manteiga e alguns tipos de peixes como a cavala, o salmão e o arenque. Embora em menor quantidade, a sardinha e o atum também têm vitamina D.

Em termos gerais, a Vitamina D apresenta-se em duas formas: o ergocalciferol (vitamina D2) e o colecalciferol (vitamina D3).

O ergocalciferol é produzido comercialmente a partir do esteróide ergosterol encontrado em vegetais e leveduras, através de irradiação com luz ultravioleta.

É utilizado como suplemento alimentar para enriquecimento de alimentos como o leite com vitamina D. O colecalciferol é transformado pela acção dos raios solares a partir da provitamina D3 (7-deidrocolesterol) encontrada na pele humana.

Ambas as formas D2 e D3 são hidroxiladas no fígado e rins a 25-hidroxicalciferol e subsequentemente à forma biologicamente activa, o 1,25-di-hidroxicalciferol (calcitriol), que actua como uma hormona na regulação da absorção de cálcio no intestino e regulação dos níveis de cálcio em tecidos ósseos e renais.

Indicações:

A vitamina D é essencial para a homeostase do cálcio no organismo, ainda assim, tal como as demais vitaminas, deve ser consumida em quantidades adequadas, evitando faltas e excessos.

Consequências:

O excesso e a falta de Vitamina D tem as suas consequências e importância, uma vez que o organismo funciona como um todo. Assim, no fígado, a vitamina D é convertida numa forma que pode ser transportada pelo sangue.

Nos rins, essa forma é modificada para produzir hormónios derivados da vitamina D, cuja função principal é aumentar a absorção de cálcio no intestino e facilitar a formação normal dos ossos. Na deficiência de vitamina D, as concentrações de cálcio e de fosfato no sangue diminuem, provocando uma doença óssea porque não existe uma quantidade suficiente de cálcio disponível para manter os ossos saudáveis.

Um dos problemas daí resultante é o raquitismo nas crianças, uma doença que se manifesta com um atraso no fechamento da fontanela nos recém-nascidos, desmineralização óssea, as pernas tortas e outros sinais relacionados com a estrutura óssea. É denominado osteomalácia nos adultos, onde se desenvolvem ossos fracos e moles.

A deficiência de vitamina D é causada sobretudo pela falta de exposição à luz solar e não tanto com a ingestão de vitamina D na dieta.

Essa deficiência pode ocorrer em indivíduos idosos porque a pele produz menos vitamina D, mesmo quando exposta à luz solar, mas também pelas recomendações erradas de alguns médicos em aconselhar suplementos de vitamina D ao invés da exposição solar, ou pelo excesso de utilização de protector solar.

A deficiência de vitamina D durante a gravidez pode causar osteomalácia na mulher e raquitismo no feto.

A vitamina D tem poucas hipóteses de se tornar tóxica no organismo uma vez que, quando a pele não transforma o colesterol presente nessa vitamina, os raios solares naturalmente destroem a vitamina.

Nota:

Entenda este artigo como meramente informativo e um ponto de partida para obter mais informações médicas quando necessário.

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