1Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se-lhe um pouco de farinha e o sal. Mistura-se de modo a obter uma massa branda. Deixa-se repousar durante 15 minutos.
2Deita-se a massa num alguidar, adiciona-se um pouco de azeite e três ovos batidos. Mistura-se tudo bem, batendo com a mão aberta. Depois, juntam-se o restante azeite, a aguardente e os ovos que restam, amassando, ou melhor, batendo a massa.
3Esta deve ficar mais branda do que para o pão. Sendo necessário, adiciona-se um pouco de leite. Abafa-se a massa e deixa-se levedar durante 4 horas em local temperado.
4Depois, põe-se o azeite no lume e com as molhadas em azeite tiram-se bocados de massa do tamanho aproximado de um ovo, estica-se a massa numa rodela o mais fina possível, fazendo-lhe buracos com as pontas dos dedos. Introduz-se os filhós no azeite e, com um garfo comprido, força-se a manter a forma para os lados, esticando-a, pois a sua tendência será de crescer para cima.
5Depois de loura dos dois lados, põe-se a escorrer sobre papel absorvente. Isto deve ser feito com muita cautela, pois as filhós apresentam-se finas e esburacadas. Frita toda a massa, deita-se o mel com a água num tacho e deixa-se levantar fervura.
6Reduz-se o calor e, com ajuda de 2 garfos compridos, passam-se as filhós pela a calda, ao mesmo tempo que se vão introduzindo em travessas ou panelas e polvilhando com açúcar e canela. Pode omitir-se a calda. Ao contrário do que acontece habitualmente com os fritos, estas filhós ficam mais tenras à medida que os dias passam.
7Nota Esta massa pode levar abóbora. Isto acontece na Beira Baixa muito frequentemente. Neste caso, deve reduzir-se o número de ovos.