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Deve
ser composta de queijos variados, escolhidos conforme a época ou
o gosto e acompanhados de nozinhas de manteiga, cominho, um moinho
de pimenta e pratos com fatias de pão escuro, pão branco e de centeio.
Os queijos deverão ser apresentados sem invólucro
ou qualquer embalagem e sobre uma camada de folhas de vinha.
A
ARTE DE CORTAR O QUEIJO
No
corte de um queijo se define todo um "saber de gourmet".
Ele é importante por diversas razões.
A primeira prende-se com a apresentação que contribui para o embelezamento
de uma mesa ou tábua de queijos; a segunda com a preservação da
parte excedente e que tende a oxidar mais ou menos rapidamente consoante
a linha de corte; finalmente porque, conforme essa linha, assim
os cambiantes sápidas que se diversificam nos bons queijos por toda
a massa.
Com um mínimo de conhecimentos e um pouco de destreza, atinge-se
o domínio dessa arte.
Queijos circulares - Consoante as suas dimensões e
textura, cortam-se da forma que de seguida expomos:
Queijos pequenos: cortam-se em rodelas de média espessura.
Queijos baixos: cortam-se em triângulos de dimensão média.
Queijos grandes e largos: cortam-se em rodelas que por sua vez se
reduzem a pequenos triângulos.
Quanto aos queijos de outros formatos, ainda que menos comuns que
os circulares, registá-los-emos aqui nos dois formatos mais vulgares:
os quadrados e os piramidais.
Queijos quadrados e rectangulares - Cortam-se fazendo uma incisão
triangular, separando depois desta a porção que se quer consumir,
após o que se inserirá o pedaço restante no local em aberto, evitando
desta forma, não só, que o queijo se desmanche mas também que as
suas paredes se oxidem por acção do oxigénio.
Queijos em forma de pirâmide - Cortam-se em fatias de dimensões
variáveis, correspondentes ao seu tamanho, mas sempre na mesma direcção.
CONSERVAÇÃO DO QUEIJO
Temperatura
ambiente
- Envolvem-se os queijos, individualmente, em folha de papel de
alumínio ou cobrem-se com um pano embebido em vinho branco, para
que não ressequem.
Colocam-se depois em local fresco e seco, ventilado, mas ao abrigo
de correntes de ar.
No frigorífico - Envolvem-se os queijos, também individualmente,
primeiro em plástico aderente e depois em folha de papel de alumínio,
tendo o cuidado de se lhes tirar as bolsas de ar.
Introduzem-se
de seguida na parte média do frigorífico, normalmente a que tem
uma temperatura estabilizada entre três e oito graus centígrados.
Se for para congelar colocam-se directamente no congelador aumentando
então a potência deste durante as duas primeiras horas de congelação.
Descongelação - O processo de descongelação, analogamente
a outro qualquer alimento, deve ser lento para evitar qualquer alteração
do produto, sobretudo, e especificamente neste caso, uma desagregação
da massa de consequências desastrosas para o sabor e aroma do queijo.
Retira-se
assim o queijo do congelador ou arca frigorífica, pelo menos vinte
e quatro horas antes de ser servido, e coloca-se na parte inferior
do frigorífico, onde a temperatura é, aproximadamente, de dez graus
centígrados. Duas horas antes de ir à mesa, retira-se do frigorífico
e cobre-se com um pano ligeiramente humedecido em vinho branco,
colocando-o em local arejado.
QUE
VINHO BEBER COM QUEIJO
Um
bom princípio é acompanhar com vinho da mesma região, se possível.
Para
queijo de paladar menos acentuado:
vinho tinto suave, pouco graduado.
Para queijo picante ou paladar muito acentuado: vinho
tinto, mais forte.
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