Os queijos
portugueses, para além de serem grandes queijos, são arte, vida,
símbolos quase sagrados da cultura camponesa.
Alguns, feitos artesanalmente, nas melhores "Rouparias" do País.
QUEIJO DE ÉVORA
D.O.P.
(Denominação
de Origem Protegida)
Estes
"queijinhos" foram ganhando notoriedade pelo seu
original sabor ligeiramente picante e algo acidulado, encontrando-se
nas décadas mais recentes as suas características principais
definidas e estabelecida a sua merecida fama.
De cor amarelada que vai escurecendo em contacto com o ar,
o Queijo de Évora é curado e apresenta-se duro (de sabor mais
acentuado) ou semiduro, de crosta lisa ou um pouco rugosa.
O corte revela uma pasta amarela macia, fechada e bem ligada.
Guardado nas "rouparias" em ambiente fresco e húmido,
o queijo ali permanecerá entre um mês (pasta semidura) e três
meses (pasta dura), até atingir o ponto certo de maturação.
Membro notável da família dos queijos tradicionais alentejanos,
o Queijo de Évora - DOP, cuja produção está circunscrita a
17 concelhos do coração do Alentejo, faz já parte da tradição
da região à volta de Évora, cidade de notabilíssimas tradições
e feiras seculares. |
|
Queijos portugueses
Portugal é um país produtor de queijos de excelência, tanto de vaca como de ovelha ou cabra ou até de mistura, uma consequência de ter o
território pejado de bons pastos.
Para proteger a qualidade dos tradicionais queijos portugueses foram criadas as Denominações de Origem Protegida e uma Indicação
Geográfica.
O queijo de Cabra Transmontano é curado e extra duro. É produzido em Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Carrazeda de
Ansiães, Vila Flor, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Valpaços e Murça.
O queijo Terrincho tem origem no leite de ovelha churra da terra quente, conhecida por Terrincha, existente na região do Douro. É um
queijo de cura natural e tem forma de prato, com crosta lisa e de cor amarelo-palha. A pasta é untuosa e pode ser deformável. Tem um
sabor suave.
O queijo Serra da Estrela, feito com
leite de ovelha, é um dos mais famosos de Portugal e também é conhecido por todo o mundo. É produzido nos concelhos de Nelas, Mangualde, Celorico
da Beira, Tondela, Gouveia, Penalva, Fornos de Algodres e Carregal do Sal, principalmente entre Novembro e Março.
Este queijo de sabor suave e cheiro intenso tem um período de maturação no mínimo de trinta dias. Trata-se de um queijo curado com pasta branca ou
amarelada semi-mole, amanteigada, obtida de leite cru. Tem forma de cilindro e uma crosta maleável, lisa e fina, amarelo-palha.
O queijo de Castelo Branco, de leite de ovelha, é curado e de pasta semi-dura, amarelada. É confeccionado após esgotamento lento da coalhada. O
queijo tem a forma de um prato e uma crosta amarela, enquanto a textura da pasta é fechada: tem um sabor acentuado, que pode até ser picante se a
cura tiver sido prolongada. O tempo habitual de cura é de 40 dias. É fabricado nos concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Fundão.
O queijo do Rabaçal, produzido na região que vai da Serra de Ansião a Pombal, Soure, Penela e Condeixa-a-Nova, é feito à base de leite de ovelha ou
de cabra, ou até da sua mistura. O queijo do Rabaçal, que é amarelo-palha, tem forma de prato e uma crosta lisa. A pasta é algo untuosa e
deformável. Pode ser consumido semi-fresco, meio curado ou completamente curado e tem um sabor suave.
O queijo de Azeitão, produzido em Palmela, Sesimbra e Setúbal, terá nascido no século XIX, quando um criador de ovelhas local levou a Azeitão um
pastor das Beiras para que este confeccionasse um queijo tipo Serra a partir da sua produção de leite. Foi criado um queijo de ovelha diferente mas
saboroso, que depressa se tornou conhecido. Trata-se de um queijo curado de pasta semi-mole amanteigada, que tanto pode ser branca como amarelada.
O modo tradicional de elaboração do queijo de Azeitão indica que o leite é coalhado em potes de barro.
O queijo de Serpa é o mais famoso entre os alentejanos, caracterizando-se por um forte aroma e pelo seu sabor picante. Trata-se de um queijo de
leite de ovelha curado, de pasta semi-mole. É revestido por uma cobertura fina e ligeiramente rugosa, amarelo-palha. A pasta é unida e cremosa,
muita macia, e ao cortar pode verter, por estar quase liquida. O queijo de Serpa é mantido durante um mês nas queijarias em ambiente fresco e
húmido antes de ser comercializado.
O queijo de Évora, de dimensões reduzidas, tornou-se popular graças ao sabor ligeiramente picante e ácido que apresenta. É amarelado mas vai
escurecendo em contacto com o ar. Trata-se de um queijo curado que tanto pode ser duro como semi-duro, ambos com uma crosta lisa ou algo rugosa. A
pasta interior é amarela e macia, bem consistente. O queijo, antes de ser comercializado, é acondicionado em ambiente húmido durante um mês, no
caso da pasta semi-dura, ou três meses, na pasta dura.
O queijo de Nisa, que é curado de forma artesanal, é composto por uma pasta semi-dura branca amarelada e tem uma crosta maleável que, com o tempo,
vai endurecendo. Tem um aroma bastante forte e é ligeiramente ácido de sabor.
Nos Açores há a destacar essencialmente dois queijos, o do Pico e o de São Jorge. O do Pico é produzido a partir de leite de vaca cru e tem a forma
de prato e uma crosta amarela. A pasta, entre o branco e o amarelado, é irregular, pouco compacta e muito untuosa, sendo ainda mole e pastosa. Tem
um aroma intenso e um sabor activo salgado. A cura do queijo do Pico dura quatro semanas.
O queijo de São Jorge, também elaborado com leite de vaca cru, tem uma massa consistente e é amarelo-palha. Tem a forma de cilindro de grandes
dimensões já que pode pesar entre cinco a sete quilos. A crosta, amarelada escura por vezes manchada de castanho, é dura e lisa. A cura do queijo
de São Jorge, que tem um aroma forte e um sabor ligeiramente picante, vai de um a três meses.