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O queijo Serra da Estrela, feito
com leite de ovelha, é um dos mais famosos de Portugal e
também é conhecido por todo o mundo. É produzido nos concelhos
de Nelas, Mangualde, Celorico da Beira, Tondela, Gouveia,
Penalva, Fornos de Algodres e Carregal do Sal, principalmente
entre Novembro e Março.
Este queijo de sabor suave e cheiro intenso tem um período de
maturação no mínimo de trinta dias. Trata-se de um queijo
curado com pasta branca ou amarelada semi-mole, amanteigada,
obtida de leite cru. Tem forma de cilindro e uma crosta
maleável, lisa e fina, amarelo-palha.
O queijo de Castelo Branco, de leite de ovelha, é curado e de
pasta semi-dura, amarelada. É confeccionado após esgotamento
lento da coalhada. O queijo tem a forma de um prato e uma
crosta amarela, enquanto a textura da pasta é fechada: tem um
sabor acentuado, que pode até ser picante se a cura tiver sido
prolongada. O tempo habitual de cura é de 40 dias. É fabricado
nos concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Fundão.
O queijo do Rabaçal, produzido na região que vai da Serra de
Ansião a Pombal, Soure, Penela e Condeixa-a-Nova, é feito à
base de leite de ovelha ou de cabra, ou até da sua mistura. O
queijo do Rabaçal, que é amarelo-palha, tem forma de prato e
uma crosta lisa. A pasta é algo untuosa e deformável. Pode ser
consumido semi-fresco, meio curado ou completamente curado e
tem um sabor suave.
O queijo de Azeitão, produzido em Palmela, Sesimbra e Setúbal,
terá nascido no século XIX, quando um criador de ovelhas local
levou a Azeitão um pastor das Beiras para que este
confeccionasse um queijo tipo Serra a partir da sua produção
de leite. Foi criado um queijo de ovelha diferente mas
saboroso, que depressa se tornou conhecido. Trata-se de um
queijo curado de pasta semi-mole amanteigada, que tanto pode
ser branca como amarelada. O modo tradicional de elaboração do
queijo de Azeitão indica que o leite é coalhado em potes de
barro.
O queijo de Serpa é o mais famoso entre os alentejanos,
caracterizando-se por um forte aroma e pelo seu sabor picante.
Trata-se de um queijo de leite de ovelha curado, de pasta
semi-mole. É revestido por uma cobertura fina e ligeiramente
rugosa, amarelo-palha. A pasta é unida e cremosa, muita macia,
e ao cortar pode verter, por estar quase liquida. O queijo de
Serpa é mantido durante um mês nas queijarias em ambiente
fresco e húmido antes de ser comercializado.
O queijo de Évora, de dimensões reduzidas, tornou-se popular
graças ao sabor ligeiramente picante e ácido que apresenta. É
amarelado mas vai escurecendo em contacto com o ar. Trata-se
de um queijo curado que tanto pode ser duro como semi-duro,
ambos com uma crosta lisa ou algo rugosa. A pasta interior é
amarela e macia, bem consistente. O queijo, antes de ser
comercializado, é acondicionado em ambiente húmido durante um
mês, no caso da pasta semi-dura, ou três meses, na pasta dura.
O queijo de Nisa, que é curado de forma artesanal, é composto
por uma pasta semi-dura branca amarelada e tem uma crosta
maleável que, com o tempo, vai endurecendo. Tem um aroma
bastante forte e é ligeiramente ácido de sabor.
Nos Açores há a destacar essencialmente dois queijos, o do
Pico e o de São Jorge. O do Pico é produzido a partir de leite
de vaca cru e tem a forma de prato e uma crosta amarela. A
pasta, entre o branco e o amarelado, é irregular, pouco
compacta e muito untuosa, sendo ainda mole e pastosa. Tem um
aroma intenso e um sabor activo salgado. A cura do queijo do
Pico dura quatro semanas.
O queijo de São Jorge, também elaborado com leite de vaca cru,
tem uma massa consistente e é amarelo-palha. Tem a forma de
cilindro de grandes dimensões já que pode pesar entre cinco a
sete quilos. A crosta, amarelada escura por vezes manchada de
castanho, é dura e lisa. A cura do queijo de São Jorge, que
tem um aroma forte e um sabor ligeiramente picante, vai de um
a três meses.
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