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Prevenir a desidratação

 

Com a aproximação do Verão e com o aumento das temperaturas médias diárias, torna-se num imperativo abordar a problemática da desidratação, sobretudo quando dados revelam que, em Portugal, o consumo de líquidos é geralmente abaixo da média recomendada.

Neste sentido, saiba que, uma perda de 2% dos líquidos no peso total do corpo, pode causar sintomas como fraqueza, tonturas ou uma sensação de fadiga.

Esta perda pode causar efeitos que comprometem o correcto funcionamento do organismo e colocar em causa a sua saúde.

A desidratação severa, definida como uma perda de 9% a 15% do peso total é considerada como uma situação de emergência médica; pelo facto de colocar a vida humana em risco.

Regra geral, a desidratação ocorre quando se perde mais água do que aquela que se consome.
A água é a base de todos os fluidos do nosso corpo, sem esquecer o sangue ou o suco gástrico, e é responsável pelo transporte, pela absorção dos nutrientes e pela excreção.

Agir em caso de desidratação:

Nos casos de desidratações leves, a situação pode ser ultrapassada com um aumento no consumo de líquidos, mas em situações complexas, estas requerem mesmo o apoio e o aconselhamento médico, pelo que, o melhor mesmo é prevenir estes estados e agir perante uma situação anormal.

Os sinais e sintomas:

- A melhor forma de avaliar se consome a quantidade de líquidos que perde, é tão simples quanto observar a cor da urina, pois a sede não revela essa carência, sobretudo nos idosos e nas crianças.

- Verifique se a sua urina é transparente ou com uma cor bem clara. Isso significa que que está bem hidratado. Se pelo contrário, esta tiver uma cor amarelada forte, ou uma cor escura, isso quer dizer que o seu organismo está desidratado.

A desidratação moderada pode causar um aumento da necessidade de ingerir líquidos, bem como cansaço e sonolência.

No caso das crianças, é possível saber se estas estão menos activas do que o costume, se têm frequentemente a boca seca, menos vontade de urinar diariamente (menos do que 6 vezes por dia) ou mais do que 8 horas sem urinar, falta de lágrimas, fraqueza muscular, dores de cabeça e tonturas podem ser sinais de alerta.

Necessidades diárias:

Um adulto perde diariamente 2,5l de líquidos (mais de 10 copos de água). Essa perda ocorre através da transpiração, da respiração, entre outras funções fisiológicas.

Há também a perda de electrólitos, minerais como o sódio, o potássio e o cálcio, que mantêm o equilíbrio dos fluidos no corpo.

Estas funções ocorrem naturalmente para manter o funcionamento do nosso corpo, a que se acresce o exercício físico e o desempenho das actividades diárias.

Assim, há que ter em atenção que, nem todos os dias temos as mesmas perdas nem reposições de líquidos no organismo, pois estes factores também variam de situações exteriores como por exemplo a temperatura no meio envolvente. Assim, deve existir um cuidado em repor a água que se perde, quer através da sua ingestão, quer através dos alimentos que igualmente possuem água.

Tenha ainda em conta que a água representa 60% do peso total do corpo humano e que a desidratação também está associada ao mau funcionamento cardiovascular (através do volume de sangue que circula nas artérias e que, pode implicar um maior esforço cardíaco). Ao mesmo tempo, é fundamental não descurar a água como um dos principais reguladores da temperatura corporal.

Situações de risco:

A probabilidade de ocorrer uma desidratação aumenta quando existem situações de mudança na nossa vida, ou porque não existem esses hábitos e, com o tempo, os resultados aparecem como alarmantes ou já extremos.

Fases em que aumenta o risco de desidratação:

- Numa situação de doença, é natural que o consumo de água seja menor;

- A falta de hábito de beber água, a falta de sede, a dificuldade em aceder à água potável, em situações de viagem, de mudanças temporárias nas rotinas, entre outras;

- A diarreia é também um problema que pode fazer desencadear uma desidratação, o exercício físico, a febre, o aumento do volume urinário, estar em climas quentes, as queimaduras e todas as situações que alterem a reposição da água que se consome.

Prevenir a desidratação:

O consumo de líquidos e alimentos ricos em água, como sendo as frutas e vegetais.
Ainda que só um estudo individualizado possa estabelecer a quantidade exacta de líquidos a ingerir diariamente, é comum calcular-se que cerca de 10 copos por dia, sabendo que através da alimentação, a reposição de líquidos é de 20%, pelo que o ideal é a teoria da reposição: perde-se e tenta-se recuperar a quantidade de líquidos perdida.

Efectivamente, a água é o melhor líquido a ingerir, por isso, tente substituir as demais bebidas sempre que possível.

Retenha ainda a ideia de que, estas são as quantidades consideradas ideais para as situações regulares, já que, em caso de doença, de gravidez, de mudanças climáticas, estes valores deverão ser ajustados, ou mediante uma prescrição médica adequada a cada caso.

Conselhos adicionais:

- Consoante a predisposição ao meio ambiente e a situação de variações de temperatura, assim deverão ser calculados os consumos de água:

- nos ambientes quentes ou húmidos, a perda de água é maior, pelo que é necessário fazer uma reposição;

- em climas muito frios, é igualmente necessário um consumo extra de água,

- a exposição ao ar quente em ambientes fechados (aquecimentos artificiais, ar condicionado, entre outros), pode ocasionar perdas de água através da pele, o que sugere um aumento do seu consumo;

- a opção pelos sumos ou outras bebidas açucaradas não é uma boa solução, já que a água possui um conjunto de nutrientes essenciais ao correcto funcionamento do organismo e na sua regulação em geral, por isso, aos poucos, adquira o hábito de reduzir o álcool e de encontrar a água como uma solução mais saudável.

- em fases, de gravidez ou amamentação, o consumo de água deve ser acrescido para garantir as perdas de fluidos;

- em caso de doença, habitue-se a beber água com os medicamentos, pois estará a compensar as perdas, mas faça um esforço por uma ingestão equilibrada, pois será uma forma de evitar mais um problema: a desidratação.

Ainda que se tenham apresentado situações generalizadas, tenha em linha de orientação que a água é mesmo uma fonte de vida com saúde.

Em caso de dúvidas e de querer adequar a quantidade a ingerir consoante a sua idade, peso e características, já sabe que essa procura de informação deverá passar pelo seu médico ou por um profissional de saúde.

in Algarve Primeiro

 

 

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